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Desmame sem traumas
Questão que angustia mães e bebês, o desmame pode trazer uma nova forma de relacionamento entre eles.
Deixar o seio é um fato natural na vida de toda criança, desde que seja conduzido de modo gradual e cuidadoso, levando em conta o ritmo de desenvolvimento de cada bebê.
Porém nem sempre é assim. A mãe sofre porque o filho pede algo que ela tem, mas não pode ou não quer mais dar e o bebê acaba sofrendo porque, na verdade, o leite representa para ele muito mais que um alimento. É uma troca importante com a mãe, carregada de carga emocional.
Quando está sendo amamentado, o bebê reconhece o corpo da mãe, pois está familiarizado com o cheiro, a temperatura e os sons, como os dos batimentos cardíacos. Por tudo isso, o Ministério da Saúde recomenda amamentação exclusiva até o sexto mês e que a criança continue mamando até os dois anos.
No caso daquelas que voltam a trabalhar, têm algum problema de saúde ou engravidam novamente, esta tarefa se torna cada vez mais dolorosa.
Associa-se a isto o fato de deixar o bebê aos cuidados de terceiros.
Nesta fase, a criança passa a conhecer outros alimentos, a descobrir novos sabores e a se relacionar com outras pessoas. Mas como fazer esta transição sem tanto sofrimento?
Muitas vezes, a criança ainda não está preparada e pode encarar o final dessa fase como uma rejeição. Até então, o bebê entende que ele e a mãe são uma só pessoa e, segundo os especialistas, uma separação feita na época e de forma erradas pode gerar traumas.
O lado emocional se abala durante o desmame. O bebê pode ficar mais chatinho, acordar de madrugada e requisitar mais a mãe. É normal os filhos reagirem de várias maneiras, da irritabilidade a alterações intestinais.
Neste caso, a mãe deve valorizar outros momentos com o filho para não retardar sua busca de autonomia, incentivando o interesse dele pelo mundo a sua volta, permitindo que ele se desenvolva como uma pessoa independente dela.
A amamentação significa alimento, carinho e comunicação e o desmame é uma nova fase de aprendizagem mútua que, mais cedo ou mais tarde, tem que acontecer. O importante é que o desmame não signifique o fim da intimidade estabelecida entre mãe e filho durante o aleitamento.