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Música para Bebês
Seja para relaxar ou para estimular, ouvir música amplia as percepções dos recém-nascidos.
A influência da música no relacionamento diário de mães e bebês tem sido pesquisada por cientistas em todo o mundo. Afinal, as crianças já nascem com a capacidade de reconhecer diferentes ritmos musicais. Ao sorrirem, quando ouvem um som, elas dão um sinal desse reconhecimento.
Esta é uma capacidade pré-linguística e prova aquilo que investigadores na área da música defendem: que as habilidades musicais estão no seu auge durante os primeiros meses e anos de vida.
Expor o recém-nascido a diferentes tipos de música, desde cedo é um estímulo não só para o desenvolvimento das suas aptidões musicais, mas também para o desenvolvimento da linguagem.
Os bebês, regra geral, gostam que cantem ou os embalem ao som de uma melodia. Neste momento, sentem o aconchego do corpo da mãe ou do pai ao mesmo tempo em que sentem as vibrações. Tudo isto, obviamente, sem movimentos bruscos.
Há quem defenda que os recém-nascidos reconhecem a música que a mãe ouviu durante a gravidez. Mesmo que isto ainda não tenha sido comprovado, ouvir música faz bem ao bebê.
Há canções que o faz relaxar, se acalmar e há aquelas que o estimulam. A rotina de ir para a cama com determinado tipo de música, por exemplo, o faz associar que é hora de dormir.
Os pais podem escolher as melodias que mais gostam, desde que o bebê não demonstre o contrário, procurando sempre adequar o ritmo escolhido às circunstâncias. Se é hora do cochilo, prefira canções mais tranquilas, como os clássicos. Se é hora de brincar, um som mais ritmado irá embalar a brincadeira.
O único cuidado é não expor o recém-nascido a músicas extremamente altas e estimulantes que podem trazer um efeito contrário. Ao invés de acalmar, o deixam irritado.
Depois dos primeiros meses já é possível perceber como o bebê reage à música, aplaudindo, se movimentando no ritmo e até mesmo emitindo sons.
A musicalidade se desenvolve através de estruturas cerebrais que se constituem logo nos primeiros anos de vida e deve se estender por toda a infância, caso a criança se mostre receptiva à música.