Artigo

Depressão

Voltar para Artigos

Depressão: um desafio a ser superado

No Dia Mundial da Saúde, em 7 de abril, a Organização Mundial de Saúde (OMS) deu início a uma campanha contra a depressão. Este parece ser o momento exato para se jogar luz sobre este assunto, já que, globalmente, estima-se que 350 milhões de pessoas de todas as idades sofram com o transtorno. Na internet, possíveis jogos que colocam em risco a vida dos participantes, além de um seriado que relata o cotidiano de uma pessoa depressiva, também trouxeram o tema à tona. Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano e esta é a segunda principal causa de morte entre pessoas com idade entre 15 e 29 anos.

Conforme a OMS, a depressão pode causar à pessoa afetada um grande sofrimento e disfunção no trabalho, na escola ou no meio familiar, levando ao suicídio na pior das hipóteses. É considerada a principal causa de incapacidade em todo o mundo e contribui de forma muito importante para a carga global de doenças.

Apesar de existirem tratamentos eficazes contra a depressão, menos da metade das pessoas afetadas nos países desenvolvidos tem acesso a eles. Nas nações menos desenvolvidas, este índice chega a 90%. A falta de recursos ou de profissionais treinados não são os únicos fatores a interferirem neste número, o estigma social associado aos transtornos mentais também é uma barreira direta para o tratamento.

A psicóloga da Clínica Multiprofissional da Unimed Londrina, Patricia Cristiane de Oliveira, afirma que em grande parte dos casos a depressão vem acompanhada de outros transtornos. “Muitas pessoas com depressão também apresentam sintomas de ansiedade, distúrbios do sono e de apetite e podem ter sentimentos de culpa ou baixa autoestima, além de falta de concentração”, afirma. Ela explica que a depressão inclui um conjunto de sintomas que precisa estar presente no indivíduo por pelo menos duas semanas para ser caracterizada. Segundo ela, a depressão é resultado de uma série de fatores sociais, psicológicos e biológicos. “Pessoas que passaram por luto, desemprego e traumas psicológicos têm maiores chances de desenvolver o quadro depressivo”, complementa.

Patricia aponta que a depressão apresenta diversos sinais. “Os familiares devem ficar alertas aos indícios como retraimento social, isolamento, perda da satisfação em realizar atividades que antes eram prazerosas, consumo demasiado de internet e redes sociais”, elenca. Ela acrescenta que a identificação e o tratamento precoces da doença são muito eficazes no combate ao suicídio.

Conforme a psicóloga, há uma relação entre a saúde mental e a saúde física. “De acordo com pesquisas recentes, a depressão pode estar relacionada a diversas doenças orgânicas como mal de Alzheimer, câncer, doenças cardiovasculares, entre outras.” O acompanhamento terapêutico psiquiátrico e medicamentoso ajuda a restabelecer o paciente e auxilia na superação da depressão.

Você sabia?

- O número de pessoas com depressão aumentou 18,4% entre 2005 e 2015.

- A depressão pode se tornar uma séria condição de saúde.

- Mais mulheres são afetadas pela depressão que homens.

- Existem tratamentos eficazes para depressão moderada e grave.

- Os antidepressivos não devem ser usados para tratar depressão em crianças e tampouco são a primeira linha de tratamento para adolescentes. É preciso utilizá-los com cautela.