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Tempo quente favorece aumento de animais peçonhentos

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Com a chegada do verão, a infestação de insetos, aracnídeos e outros bichos aumenta. Além de moscas, mosquitos, pernilongos e baratas, o tempo quente e a umidade, típicos deste período do ano, favorecem a proliferação de outros animais mais ameaçadores e cada vez mais presentes no ambiente urbano. Entre eles o escorpião amarelo, aranhas, cobras, lagartas venenosas e insetos.

Segundo a técnica do Centro de Informações Toxicológicas (CIT) do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina, Miriam Toffolo, as altas temperaturas da estação fazem com que esses bichos deixem suas tocas. “Como nesta época do ano muitas pessoas estão de férias e procuram atividades mais próximas à natureza, o número de acidentes com estes animais aumenta”, afirma.

Entre 1º de janeiro e 15 de dezembro de 2017, o CIT de Londrina recebeu 848 notificações de acidentes com animais peçonhentos. Este número se refere a registros ocorridos no Paraná, parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul, que têm o CIT do HU como referência para esse tipo de ocorrência.

Uma das maiores preocupações, segundo a técnica, deve ser com relação ao escorpião amarelo. “Registramos um aumento significativo de acidentes com escorpiões”, observa. No ano passado, duas crianças morreram no Norte do Paraná vítimas de picadas desse animal. O aracnídeo, afirma Miriam, já não é mais um problema apenas de quem mora em casas térreas. “Há registros de escorpiões em apartamentos. Eles chegam pela rede de esgoto. Por isso é importante manter ralos fechados”, alerta.

Ela afirma que o escorpião se reproduz em lugares onde haja muita folha seca acumulada no chão, madeira podre, restos de material de construção. “O ideal é manter o quintal sempre limpo, com a grama bem aparada, sem acúmulo de madeiras e folhas”, comenta. A picada do escorpião amarelo provoca uma dor muito forte, que se irradia para outras partes do corpo, podendo provocar náuseas, vômitos, taquicardia e, em alguns casos, morte. Miriam afirma que crianças menores de sete anos e idosos são as vítimas mais vulneráveis ao veneno. “Em caso de acidente, a pessoa picada deve ser levada imediatamente para o serviço de saúde mais próximo, e se possível com uma foto do animal que provocou o acidente para ajudar na identificação e tratamento, pois o soro utilizado é muito específico”, recomenda.

A aranha-armadeira é outro problema comum nesta época do ano. O aracnídeo está cada vez mais presente no ambiente urbano e também requer cuidados. “A picada dessa aranha é tão dolorida quanto a do escorpião. Em caso de acidente, a vítima deve ser levada imediatamente ao médico”, recomenda. Neste caso também é importante levar o animal ou uma foto que ajude a identificá-lo.

As abelhas e outros insetos desse grupo, como marimbondos, vespas e mamangavas, também podem provocar graves acidentes. Em caso de acidentes com animais peçonhentos e outros insetos que provoquem alergia, clientes da Unimed Londrina podem procurar o Pronto Atendimento, na Rua Senador Souza Naves, 1.333.