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Aposentado livra-se do cigarro depois de fumar por mais de 60 anos

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“Fumar é gostoso, mas hoje percebo que era uma grande bobagem, pois além de poluir meus pulmões, contaminava tudo e todos que estavam por perto”, comenta ele. O depoimento é do aposentado João Alves da Silva, que colocou o primeiro cigarro na boca aos 8 anos de idade. Agora, depois de mais de 60 anos, ele conseguiu se libertar do vício às vésperas de completar 70 anos de idade. “Parei de fumar, mas ainda estou na luta para me manter longe do cigarro”, afirma Silva, que fumou o último cigarro há pouco mais de 100 dias. Mas, pela determinação com que fala sobre sua decisão e a convicção de que fez a melhor escolha, essa deve ser uma batalha vencida por ele para sempre.

Silva conta que o alerta acendeu quando um exame pedido pelo seu médico revelou que, apesar de tantos anos fumando, seus pulmões ainda estavam bem. “Resolvi parar pois o médico disse que ainda dava tempo de me salvar, e não quis esperar que a situação piorasse para então deixar o cigarro”, conta. A esposa de Silva, a dona de casa Zilda Romero da Silva, 66 anos, que sempre pedia para o marido parar de fumar, disse que ele chegou a ter um começo de aneurisma, e foi levado ao hospital três ou quatro vezes com oxigênio, pois não conseguia respirar. “Ele não tinha nada no pulmão, mas já estava sentindo alguns efeitos. Ou ele parava ou morreria”, acredita.

Dona Zilda conta que recentemente ele pediu para trocar de travesseiro, pois o cheiro do cigarro que estava impregnado na capa o estava incomodando. “Isso porque ele nunca fumou dentro de casa. O cheiro estava nele mesmo. Até hoje, ele reclama que quando faz academia sente o cheiro no próprio suor”, diz.

Zilda foi a grande incentivadora para que Silva abandonasse o cigarro. Ela conta que foi em busca de informações sobre a academia da Clínica Multiprofissional e lá descobriu o programa Antitabagismo oferecido pela Unimed Londrina. “Uma semana depois ele já estava participando do grupo. Foi a melhor coisa que aconteceu nas nossas vidas”, afirma ela.

Silva, que já concluiu os 12 encontros semanais com o grupo previstos pelo programa, agora está na fase de manutenção. “É preciso, em primeiro lugar, ter muita força de vontade e opinião para deixar de fumar. Em seguida muita fé em Deus, e depois o trabalho do grupo, com o auxílio do medicamento, o apoio e exemplo das várias pessoas que estavam na mesma situação que eu”, comenta.

Segundo ele, ouvir depoimentos de pessoas que conseguiram parar de fumar da mesma forma lhe serviu de estímulo e o animou a tomar a decisão. “Também não posso deixar de falar das meninas (psicólogas e assistentes sociais) que atendem o grupo. Trabalham em cima de nossas necessidades, são nota 10, se pudesse dava nota maior que 10 para elas”, afirma.

E nesses mais de três meses sem o “companheiro” de mais de 60 anos, Silva já experimenta uma vida com novas sensações. O aposentado diz que hoje sente mais o sabor dos alimentos e o cheiro das coisas como não sentia há tempos. Ele também relata que a respiração mudou. “Não tenho mais aquela chiadeira no peito e tenho dormido melhor”, afirma.