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Terapia Ocupacional ajuda na reabilitação de pacientes

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O engenheiro de produção Fernando Rocha, 28 anos, estava construindo um protótipo quando se acidentou com a serra circular que utilizava e teve o dedo polegar da mão direita decepado e rompeu o tendão dos outros quatro dedos.“Foi uma distração. Sempre tomei cuidado com a serra. Depois que aconteceu, fiquei desesperado”, lembra. Ele comenta que nos momentos seguintes achava que não teria mais o que fazer. “Nunca imaginei que poderia ter o dedo reimplantado e que eu voltaria a usar a mão normalmente”, pontua.

Ele passou por uma cirurgia complexa para reimplantar o polegar. Foram 40 dias com a mão parada e mais dois anos de tratamento com Terapia Ocupacional na Clínica Multiprofissional da Unimed Londrina. “Recuperei todos os movimentos e a sensibilidade. O acidente não interfere mais na minha rotina e não sinto mais dor”, afirma.

Rocha considera o tratamento que recebeu da terapeuta ocupacional Luciandra Kersting Miguel, que integra a equipe da Clínica Multiprofissional, fundamental para sua recuperação. Ele observa que, além da aplicação das técnicas e terapias utilizadas por Luciandra para a sua recuperação, a atenção e o apoio psicológico foram fundamentais para superar o trauma. “Tinha muito medo de ficar com movimentos limitados por causa da perda de uma das articulações do polegar. Mas o tratamento permitiu que me recuperasse completamente e hoje realizo todas as atividades que preciso, jogo vôlei, videogame, sem limitações”, afirma.

A terapeuta ocupacional Luciandra, especialista em terapia da mão que passaram por reimplantes, afirma que o tratamento para pessoas que tiveram dedos da mão reimplantados deve começar o mais rápido possível. “O ideal é que entre duas e três semanas após a cirurgia o tratamento se inicie, quando o paciente ainda está com os pontos, para podermos trabalhar a questão da cicatrização, evitar aderência e cuidar adequadamente do edema”, explica.

Segundo ela, antes de se iniciar a terapia ocupacional, o paciente passa por uma avaliação, que checa, entre outras coisas, como está emocionalmente. “O trauma normalmente é muito grande, e é comum agregarmos ao tratamento o apoio de um profissional de psicologia”, observa.

Segundo ela, o tratamento utiliza técnicas e aparelhos específicos para diminuir a dor e trabalhar com a recuperação da sensibilidade. “A mão é uma parte do corpo com muitas enervações, por isso temos uma sensibilidade maior que permite procurar um objeto dentro da bolsa sem olharmos para dentro, por exemplo, então o transplantado sente muita dor”, comenta.

O tratamento envolve atividades que promovem o fortalecimento dos músculos que permitem os movimentos de pegar e soltar, além de garantir a amplitude dos movimentos. Também podem ser utilizados jogos de rosca e encaixe e outros aparelhos que visam reabilitar a coordenação motora fina. “Em resumo, a terapia ocupacional busca recuperar a funcionalidade da mão, para que o paciente reimplantado volte a escovar os dentes, vestir-se, alimentar-se, tomar banho, enfim, a executar normalmente tarefas cotidianas”, comenta.