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Dicas de ouro para quem quer amamentar

A amamentação é saudável para o bebê e importante também para a mãe; confira algumas dicas para amamentar com a enfermeira Gheisa Lopes, da Unimed Londrina

Com a chegada de um bebê, muitas mudanças ocorrem na rotina dos pais e na dinâmica da casa. Em especial no caso das mães, os desafios a serem enfrentados são variados. Mesmo sendo um processo completamente natural, a amamentação exige certa dedicação, para que, além de saudável para o bebê, seja um ato prazeroso para a mãe. Pensando nisso, trouxemos algumas dicas que podem ser muito valiosas para as mamães ou futuras mamães que desejam amamentar!

Conhecer os benefícios da amamentação 

A enfermeira e coordenadora do Programa Materno Infantil da Unimed Saúde, Gheisa Lopes, explica que os benefícios da amamentação são inúmeros, para o bebê e para a mãe. “O leite materno tem fatores de proteção, é rico em anticorpos e  protege o bebê contra infecções e alergias, por isso a criança adoece menos. A longo prazo, a amamentação está relacionada à redução do risco de obesidade, hipertensão arterial e diabetes, e contribui com o desenvolvimento cognitivo”, aponta Gheisa. A enfermeira fala ainda sobre as vantagens para a mãe que amamenta. “A mulher que amamenta tem menores chances de desenvolver câncer de útero, ovário e mama e volta mais rápido ao peso normal. A amamentação ainda fortalece o vínculo entre mãe e filho, coisa que a mamadeira não traz”, completa.

Ter apoio e incentivo

A profissional de saúde afirma que é fundamental o apoio dos familiares para que a mãe consiga amamentar. “Vários estudos comprovam que a mulher que tem apoio, amamenta por mais tempo. É importante sempre tentar envolver a família. No Curso de Gestantes da Unimed, trabalhamos muito o encorajamento. A mãe deve saber que é capaz de amamentar, apesar das dificuldades que podem aparecer”, comenta. 

Entender os desafios 

Inúmeros fatores podem fazer com que a mãe desista de amamentar, entre eles a dor ao oferecer a mama. A  enfermeira reforça que nestes casos é preciso buscar ajuda, pois a amamentação deve sempre ser indolor.  Entre os problemas mais comuns estão as fissuras mamilares, machucados no mamilo  que, segundo Gheisa, normalmente ocorrem devido à forma como o bebê abocanha o peito durante a mamada. “O correto é que ele pegue toda a aréola, não apenas o mamilo”, explica. Além disso, há também o risco de mastite, a inflamação das glândulas mamárias, que causa dores, inchaço e vermelhidão local. “A  mãe que tem grande produção de leite e não oferece a mama em livre demanda pode apresentar inflamação. Normalmente, acontece em uma das mamas.”, orienta. Para cada problema, a enfermeira destaca que há um tratamento específico. 

Prestar atenção às posições

Em relação às posições para amamentar, de acordo com a enfermeira, o ideal é que mãe e bebê se sintam confortáveis. “Não existe nenhuma posição contraindicada, se é bom para a mãe e para o bebê, não há problema nenhum. O importante é que o bebê esteja de frente para a mãe, para fazer uma boa pega”, conclui Gheisa. Para ela, a posição tradicional, em que a mãe apoia o bebê com o braço, é a mais indicada, pois facilita a pega.

Cuidar da alimentação

Os cuidados com a alimentação também são necessários para as mamães que estão amamentando. Isso porque a qualidade do leite oferecido ao bebê está diretamente ligada aos hábitos alimentares da mãe e existem alguns alimentos que devem ser evitados.  Laticínios podem dar um pouquinho mais de cólica no bebê, assim como a pimenta, que tem ácido carboxílico, que também pode provocar cólicas. Alimentos estimulantes, como chocolate, café, chá preto, chá mate e bebida alcoólica, também não são indicados”, acrescenta.

Preparar a mama

A preparação das mamas para a amamentação deve ser pensada ainda durante a gestação. “O único preparo que a gente orienta e que é o banho de sol em aréola e mamilo”, ressalta. Outros produtos, como pomadas e bucha vegetal não precisam ser utilizados preventivamente. 

Sempre manter a tranquilidade

Por último, é essencial que a mãe se sinta à vontade para amamentar e mantenha a calma e a confiança, ainda que alguns imprevistos aconteçam no começo. “A nossa ideia, como mãe, é que o bebê passou nove meses completos dentro da barriga, aí ele vai nascer e vai mamar. Só que isso, muitas vezes, não acontece”, relata Gheisa.  Os fatores emocionais são cruciais para que a produção de leite da mãe consiga atender a demanda do bebê. “Para amamentar é preciso dois hormônios:  prolactina, responsável pela produção do leite, e ocitocina, que faz a ejeção do leite para o bebê sugar. A ocitocina só age quando a mãe está calma”, esclarece. Logo, o ambiente para amamentar deve ser um local onde a mãe se sinta tranquila e confortável. Com estas dicas para amamentar, o processo tende a ser muito mais simples e natural. Sem a ocorrência de um desmame precoce, e o bebê pode usufruir de todos os benefícios do aleitamento materno! Gostou do artigo? Compartilhe conosco sua opinião nos comentários.

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