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Usar salto alto exige cuidados muito além do equilíbrio

Ele deixa a mulher mais alta, muda a arquitetura corporal, e muitas se sentem mais sexy e empoderadas com ele. É o salto alto, um dos acessórios mais adorados pelas mulheres. Mas é preciso dosar o uso, pois, segundo o médico ortopedista Wilson Campos, os problemas provocados pelo uso abusivo de salto alto são muitos. “A incidência de problemas no joelho entre as mulheres, por exemplo, é quatro vezes maior do que no homem. A bacia da mulher é diferente e elas tendem a ter os joelhos voltados para fora, e o uso de salto alto agrava ainda mais essa situação”, explica.

Os pés também são vítimas frequentes dos males provocados pelos saltos altos, já que a inclinação excessiva provocada por esse tipo de calçado favorece o surgimento de calosidades e deformidades. “O joanete é a deformidade mais comum e o salto alto é sem dúvida um fator principiante e desencadeante desse problema”, afirma. As temidas e dolorosas varizes também podem ser resultado do uso desmedido do salto alto.

Por deslocar o centro de gravidade do corpo, o salto alto facilita o desequilíbrio e também sobrecarrega o quadril, podendo provocar dores na região. Mas a grande prejudicada, segundo o ortopedista, é a coluna. “O salto alto força a lordose, levando à hiperlordose, gerando dores na região”, diz.

Todos esses problemas são agravados em quem trabalha oito horas por dia de pé e ainda de salto alto. “O ideal seria que o uso desses calçados não ultrapassasse quatro horas”, alerta o médico. Outra recomendação do ortopedista é quanto à altura do salto utilizado: três a quatro centímetros seriam o ideal.

O modelo dos sapatos e das sandálias também pode ajudar a diminuir os problemas. Segundo o médico, saltos plataformas e bicos de sapatos mais quadrados são menos prejudiciais. “É importante revezar os modelos de calçados. Se um dia usou salto alto, no outro calce um sapato baixo e confortável”, recomenda.


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