Loading…
teste

Fumantes passivos: entenda os riscos à saúde

O tabagismo passivo, de acordo com a OMS, é a terceira maior causa de morte evitável no mundo e crianças sofrem ainda mais os efeitos; saiba mais

O tabagismo é um hábito extremamente prejudicial à saúde e, quem fuma (o chamado fumante ativo), provavelmente conhece as consequências desse hábito para o seu organismo. Porém, os efeitos negativos do cigarro se estendem também àqueles que convivem com fumantes, denominados fumantes passivos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o tabagismo passivo como a terceira maior causa de morte evitável no mundo, ficando atrás apenas do tabagismo ativo e do consumo em excesso de álcool. Para esclarecer melhor os riscos à saúde de quem não fuma, neste artigo, abordaremos questões relacionadas ao tabagismo passivo e como isso pode prejudicar quem não consome o tabaco diretamente. Confira!

O que é o tabagismo passivo?

O tabagismo passivo consiste no contato indireto com o cigarro. Fumantes passivos não são usuários do tabaco, mas , ficam expostos à fumaça liberada no ambiente por pessoas fumantes. Por isso, em lugares públicos, existe a proibição da utilização do cigarro em locais de uso comum. Inalar a fumaça de qualquer derivado do tabaco é prejudicial à saúde, isso inclui cachimbos, narguilé, charutos, cigarrilhas, cigarros eletrônicos e outros produtos semelhantes.

A fumaça do cigarro

A liberação da fumaça em lugares fechados leva à chamada poluição tabagística ambiental (PTA). Essa fumaça de alta toxicidade, possui mais de 4.000 substâncias, incluindo compostos tóxicos e cancerígenos, que se espalham pelo ambiente. Entre elas, o alcatrão, que contém mais de 40 elementos carcinógenos, e a nicotina, considerada uma droga psicoativa pela OMS que pode causar dependência.

O ar poluído pelo cigarro pode apresentar até três vezes mais monóxido de carbono e nicotina e 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça tragada pela pessoa que fuma, já que esta ainda possui o filtro do cigarro a seu favor.

Consequências à saúde

Os fumantes passivos estão suscetíveis às mesmas doenças que os fumantes ativos, mesmo não tragando a fumaça. A chance de um fumante passivo desenvolver algum tipo de doença em decorrência do contato com a fumaça do cigarro está relacionada ao tempo de exposição.

Entre os problemas estão o câncer de pulmão, infarto, acidente vascular cerebral (AVC), úlceras gástricas e enfisema pulmonar, além de asma, pneumonia e outros. Os sintomas imediatos da exposição ao cigarro incluem irritação nos olhos, tosse e reações alérgicas.

Riscos para bebês e crianças

Bebês e crianças que convivem com fumantes em casa ou em outros ambientes também podem ser gravemente afetados pelo tabagismo passivo. A Síndrome da Morte Súbita Infantil, por exemplo, tende a ser mais comum entre bebês considerados fumantes passivos. Além disso, há um maior risco de doenças pulmonares desenvolvidas até um ano de idade, como bronquite e pneumonia.

No caso de bebês amamentados por mães fumantes, há um risco ainda maior. Isso porque, quando a mãe fuma, a nicotina chega ao organismo do bebê através do leite materno. Nesses casos, pode haver intoxicação, deixando o bebê mais agitado, provocando vômitos, diarréia e taquicardia.

Crianças mais velhas que absorvem a fumaça do tabaco involuntariamente têm mais chance de apresentar doenças pulmonares e respiratórias. As infecções de ouvido e resfriados também são mais comuns, assim como o risco de desenvolver doenças ligadas ao fumo no futuro, e de se tornarem fumantes ativos.

Prevenção

A principal forma de prevenção evitar a exposição aos produtos do tabaco. Portanto, não permita que fumantes façam uso do cigarro dentro da sua casa ou veículo; no trabalho, afaste-se de locais onde as pessoas costumam se reunir para fumar e prefira frequentar lugares que regulamentem o uso do cigarro, como bares e restaurantes que sigam corretamente a legislação.

Caso você conheça e conviva com fumantes ativos, incentive a cessar o hábito. A Unimed Londrina, por meio do programa Unimed Livre do Tabaco, oferece o apoio profissional necessário aos fumantes que querem abandonar o vício. O programa possui uma equipe multidisciplinar, composta por psicóloga, enfermeira, assistente social e nutricionista, capacitadas na metodologia da Sociedade Brasileira de Dinâmica de Grupos e em Entrevista Motivacional.

Pessoas interessadas em participar devem entrar em contato com a Unimed Londrina e agendar uma avaliação. O telefone é o (43) 3375-6016.

E você? Conhecia todos esses riscos aos fumantes passivos causados pelo cigarro? Conta para a gente nos comentários!

Leia também: 5 atitudes essenciais para manter a saúde bucal


Comentários