No dia 4 de maio, o Hospital Unimed realizou a primeira cirurgia cardíaca extracorpórea de peito aberto do seu serviço. O procedimento inaugura uma nova fase para a medicina da Cooperativa, ampliando as possibilidades de tratamento oferecidas aos clientes Unimed.
A cirurgia beneficiou uma paciente com mais de 70 anos que sofria de insuficiência mitral, condição em que a válvula mitral do coração não consegue se fechar adequadamente. O funcionamento cardíaco comprometido se manifestava em sintomas como falta de ar constante e limitação para as atividades mais simples do dia a dia.
Para corrigir o problema e devolver qualidade de vida à paciente, a equipe optou por uma plastia valvar mitral, técnica que permite reparar a válvula original do coração. A intervenção foi conduzida pelo médico cooperado Dr. Alexandre Murakami, cirurgião cardiovascular e especialista em estimulação cardíaca, com o apoio da equipe multiprofissional do Hospital Unimed.
O grande diferencial, segundo o especialista, foi justamente a possibilidade de preservar a anatomia cardíaca. "Nós fizemos uma plastia valvar, ou seja, conseguimos recuperar essa válvula da própria paciente, o que é muito melhor do que uma troca. Quando você substitui a válvula, o paciente pode precisar utilizar medicamentos anticoagulantes para o resto da vida ou receber uma prótese biológica, que possui durabilidade limitada. Nesse caso, conseguimos consertar a válvula e devolver um funcionamento adequado ao coração, preservando a anatomia da própria paciente", explica o médico.
A relevância da cirurgia vai além da técnica empregada. “Foi a segunda cirurgia no país utilizando uma nova prótese para essa técnica”, destaca Dr. Murakami, ressaltando o caráter inovador do procedimento. A nova prótese, segundo o médico, será oficialmente lançada no próximo Congresso Brasileiro da especialidade, que acontece em junho.
Os resultados se traduzem diretamente no resgate da autonomia da paciente. "A plastia valvar mitral proporciona uma melhora significativa na qualidade de vida, permitindo que ela retorne ao nível funcional que tinha antes da doença", afirma.
Mais do que um gesto técnico de precisão, a cirurgia consolida um avanço estrutural e assistencial para toda a Cooperativa. "Essa cirurgia marca um novo patamar para o hospital. Ela demonstra que é possível realizar procedimentos de alta complexidade, contando com uma UTI preparada para pós-operatórios complexos, além de toda uma equipe de enfermagem e corpo clínico altamente capacitados", ressalta o cirurgião.
Com investimentos contínuos em estrutura, tecnologia e na qualificação permanente de seus profissionais, o Hospital Unimed fortalece sua vocação para a medicina de alta complexidade. Um compromisso que entrega segurança, cuidado humanizado e novas perspectivas de tratamento para a comunidade.
