O Hospital Regional Unimed Londrina realizou no dia 16 de julho um procedimento inédito na América Latina para o tratamento de arritmias cardíacas. A intervenção foi conduzida pelo cardiologista e cooperado da Unimed Londrina, Dr. Claudio Caetano de Faria Junior, com apoio das equipes médicas e de enfermagem do hospital.
O procedimento combina o estudo eletrofisiológico - exame que identifica alterações na atividade elétrica do coração - com a ablação por cateter, técnica utilizada para eliminar os circuitos responsáveis pelas arritmias. O diferencial está no uso de um novo cateter que aplica energia de campo pulsado diretamente no tecido cardíaco.
As arritmias cardíacas ocorrem quando os impulsos elétricos do coração apresentam alterações, provocando batimentos irregulares, acelerados ou lentos. Entre os tipos mais comuns está a fibrilação atrial, condição que pode afetar até 20% das pessoas acima de 65 anos e aumentar o risco de complicações graves, como o acidente vascular cerebral (AVC).
Segundo o Dr. Claudio, o tratamento por estudo eletrofisiológico e ablação já é amplamente utilizado na medicina, mas a nova tecnologia representa um avanço importante. “Estamos tendo a oportunidade de realizar esse procedimento com uma tecnologia inovadora, que utiliza energia de campo pulsado. Trata-se de um tipo de energia eletromagnética que produz lesões mais eficientes e seguras nos circuitos responsáveis pelas arritmias cardíacas”, explica.
Diferentemente das técnicas convencionais, que utilizam calor (radiofrequência) ou frio (crioablação) para destruir os tecidos causadores da arritmia, a energia de campo pulsado atua de forma seletiva. “Ela cria uma lesão específica no músculo cardíaco, sem afetar estruturas ao redor do coração. Além disso, produz lesões mais profundas e definitivas no circuito da arritmia”, destaca o cardiologista.
A tecnologia utilizada no Hospital Regional Unimed Londrina emprega o cateter Farapoint, que realiza aplicações ponto a ponto, permitindo tratar diferentes tipos de arritmias complexas, como fibrilação atrial, flutter atrial e taquicardia atrial.
Para garantir precisão durante todo o procedimento, a equipe utilizou um sistema de mapeamento tridimensional do coração. Nele, os cateteres registram a atividade elétrica cardíaca e criam um modelo virtual em 3D, que orienta a navegação dos médicos em tempo real. “Isso nos permite localizar exatamente onde a arritmia está sendo gerada e posicionar o cateter com precisão de cerca de um milímetro para realizar o tratamento”, explica Dr. Claudio.
O primeiro paciente submetido à nova técnica já havia realizado uma ablação para fibrilação atrial no passado, mas apresentou recorrência tardia da arritmia. O procedimento inédito durou aproximadamente uma hora. “Com apenas uma aplicação de energia no circuito específico da arritmia, conseguimos eliminar o problema de forma definitiva. É uma técnica que oferece muita segurança e apresenta eficácia superior a 90%”, afirma.
Um vídeo para registrar o ineditismo do procedimento foi produzido pela Unimed Londrina. Clique aqui para assistir.
