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Após grave acidente de trabalho, líder de produção conta sua história de superação

Ronivaldo Wagner Pereira sofreu perda parcial de quatro dedos da mão e, pouco mais de um ano após o acidente, retornou ao trabalho

No ambiente laboral, os trabalhadores devem estar protegidos contra possíveis acidentes e riscos à saúde. Esta é a premissa da segurança do trabalho, que prevê um conjunto de tecnologias e ciências no sentido de garantir essa proteção aos colaboradores de qualquer empresa. Entre os anos de 2012 a 2018, no Brasil, segundo dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, foram registradas 16.455 mortes e 4,5 milhões de acidentes de trabalho. 

O líder de produção Ronivaldo Wagner Pereira, de 43 anos, entrou para esta estatística em fevereiro de 2018. Como coordenador das atividades de uma empresa de beneficiamento de carne, Ronivaldo sofreu um grave acidente de trabalho, que o levou à perda parcial de quatro dedos da mão direita. “Eu estava na fábrica, houve um problema na máquina, o operador me procurou e eu entrei em contato com o pessoal da manutenção. A máquina tem um botão de acionamento para desligar e não correr o risco de funcionar a máquina”, explica o coordenador. 

Porém, segundo ele, enquanto acompanhava o trabalho de manutenção do equipamento, o botão foi acionado acidentalmente, puxando sua mão. “Não deu tempo. Fui para o lado de fora da empresa, onde estava o responsável pela manutenção e pedi socorro. Ele  me levou até o hospital onde foram foram feitos os primeiros procedimentos”, relembra Ronivaldo. 

Consequências do acidente

Após avaliação de especialistas, foi constatado que não haveria como fazer a reconstituição dos quatro dedos comprometidos no acidente. Assim, foi confirmada a perda parcial, e Ronivaldo precisou passar por uma recuperação difícil e uma completa mudança em sua rotina. “Depois da cirurgia, eu tinha muita sensibilidade na mão. Não conseguia pegar um copo d’água, pegar a chave do carro, não conseguia fazer nada. Tudo que eu pegava, parecia que dava um choque, porque a sensibilidade era muito grande”, conta ele.

As atividades do dia a dia se tornaram muito mais difíceis de serem realizadas e, além disso, ele ainda precisou lidar com o estranhamento das pessoas, devido à aparência da mão. “Logo que eu tirei a faixa da mão, as pessoas ficavam olhando muito e eu me sentia incomodado. Foi complicado esse período”, completa. 

Recuperação

Quatro meses depois do acidente de trabalho, ele deu início ao tratamento na Clínica Multiprofissional da Unimed Londrina, o que considera ter sido um passo de extrema importância para o início de sua recuperação. “A partir do momento em que eu iniciei a fisioterapia ocupacional, comecei a realizar as atividades normalmente. Conseguia pegar um copo e ligar o carro. Foi melhorando, comecei a digitar e hoje está quase normal. Algumas coisas ainda não consigo, porque é uma mudança grande”, justifica Ronivaldo que, quinzenalmente retorna à clínica para dar continuidade ao tratamento.

Ele conta que, logo após a cirurgia, foi muito difícil lidar com a situação. “A retirada da primeira faixa, duas semanas após a cirurgia, foi muito dolorosa para mim. Foi assim, praticamente dois meses: todo dia indo na Unimed, e tomando medicação na veia, para fazer o curativo. Doía muito só de tirar a faixa, era terrível”, desabafa.

No processo de recuperação, Ronivaldo faz questão de destacar o atendimento recebido. “Tive uma equipe muito boa na Unimed, que me ajudou naquele, momento de dor. A minha família também me deu suporte para que eu conseguisse superar e, graças a Deus, eu estou bem hoje”, afirma. 

Alerta

O líder de produção alerta as empresas e também aos trabalhadores, para que se atentem às normas de segurança do trabalho. “No meu caso, acho que foi inexperiência na parte da manutenção. Se a máquina tivesse sido desativada corretamente, e o problema tivesse sido resolvido, sem precisar me chamar de volta para acompanhar, não teria acontecido acontecido”, lamenta.

O retorno ao trabalho

Ronivaldo ficou afastado das funções pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), direito concedido pelo órgão aos trabalhadores vítimas de acidente ocorrido pelo exercício do trabalho. Entre outras garantias, o trabalhador acidentado dispõe de estabilidade no emprego após esse tipo de  incidente. Assim, pouco mais de um ano depois do episódio, o líder de produção voltou ao trabalho. “Em fevereiro, pedi liberação do INSS e já voltei às atividades normais. Desde então, estou de novo à frente da indústria, na mesma função”, diz empolgado. 

Segundo Ronivaldo, seu retorno tem sido muito satisfatório, tanto para ele, como para a empresa. “Eu voltei com um pouco de receio por conta do acidente, mas voltei com tudo. Na primeira semana colocamos em dia as entregas, organizamos a equipe e demos o suporte que estava precisando”, relata. 

Ronivaldo, hoje, se sente completamente recuperado. A apesar do trauma, ele se sente capaz de levar uma vida normal. “Hoje estou bem emocionalmente, preparado para trabalhar aqui ou em qualquer empresa”, garante. 

A história de Ronivaldo mostra que é possível superar situações extremamente delicadas. Entretanto, é essencial ressaltar que a prevenção e conscientização de empregadores e empregados é a principal forma de evitar que acidentes de trabalho aconteçam. E você? Já sofreu ou conhece alguém que tenha sofrido um acidente de trabalho? Compartilhe conosco nos comentários!

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