Os rins fazem muito mais do que você imagina. Entenda suas principais funções, os cuidados com a saúde renal e como o acompanhamento especializado pode fazer diferença para quem convive com uma doença renal crônica.
Quando pensamos nos rins, é comum associá-los apenas à produção de urina. Mas esses dois órgãos têm um papel muito mais amplo no funcionamento do organismo: ajudam a eliminar resíduos do sangue, controlar o equilíbrio de líquidos e eletrólitos, participar do controle da pressão arterial e desempenhar funções hormonais importantes.
Por isso, cuidar da saúde renal é também cuidar do funcionamento do corpo como um todo.
E existe um ponto importante nessa história: muitas doenças renais podem evoluir durante bastante tempo sem apresentar sintomas perceptíveis. Isso faz com que o acompanhamento médico e a identificação de fatores de risco sejam importantes para o diagnóstico e para o cuidado adequado.
Afinal, o que os rins fazem?
Os rins funcionam continuamente como parte do sistema de filtragem do organismo.
Entre suas principais funções estão a eliminação de resíduos produzidos pelo metabolismo, o controle do equilíbrio de água e eletrólitos, a participação na regulação do equilíbrio ácido-base e da pressão arterial e a produção de hormônios.
Isso significa que a função renal está diretamente relacionada a diferentes processos do organismo. Quando os rins perdem parte dessa capacidade, alterações podem se acumular e afetar a saúde de maneira mais ampla.
O que é a doença renal crônica?
A Doença Renal Crônica (DRC) é caracterizada por alterações persistentes na estrutura ou na função dos rins. Para ser considerada crônica, a alteração deve permanecer por pelo menos três meses. A doença possui diferentes causas, fatores de risco e níveis de comprometimento da função renal.
Um dos principais indicadores utilizados na avaliação da função dos rins é a Taxa de Filtração Glomerular (TFG), que ajuda a estimar a capacidade de filtração renal. A avaliação médica também pode considerar exames de sangue, urina, histórico clínico e outros exames, de acordo com cada caso.
Um dos desafios da DRC é justamente seu caráter silencioso. Em muitos casos, a pessoa pode não perceber alterações importantes nas fases iniciais. Por isso, esperar o aparecimento de sintomas não é a melhor estratégia para cuidar da saúde renal.
Quais são os principais fatores de risco?
Algumas condições aumentam a possibilidade de desenvolver ou agravar uma doença renal crônica.
Entre os principais fatores estão:
Diabetes;
Hipertensão arterial;
Obesidade;
Doenças cardiovasculares;
Histórico familiar de doença renal;
Tabagismo;
Idade avançada;
Episódios prévios de lesão renal aguda;
Uso de determinados medicamentos ou substâncias que podem afetar os rins, especialmente quando utilizados de maneira inadequada ou sem orientação profissional, como é o caso de alguns anti-inflamatórios e de contrastes utilizados em exames de imagem.
Diabetes e hipertensão merecem atenção especial. O controle adequado dessas condições é uma das principais estratégias para reduzir o risco de desenvolvimento e progressão da doença renal.
Como a doença renal crônica é identificada?
Como a doença pode não apresentar sintomas nas fases iniciais, os exames têm um papel importante na avaliação da função renal.
A creatinina no sangue é um dos exames utilizados para avaliar a função dos rins e pode ser empregada no cálculo da Taxa de Filtração Glomerular. Exames de urina também podem ajudar a identificar alterações relacionadas à saúde renal.
Para pessoas com fatores de risco, como diabetes e hipertensão, o acompanhamento médico regular é especialmente importante. O Ministério da Saúde orienta que pessoas com essas condições realizem, mediante avaliação médica, exames como creatinina sérica e albuminúria para auxiliar na detecção precoce da doença renal crônica.
A interpretação dos resultados, no entanto, deve ser feita por um profissional de saúde. Um exame isolado não deve ser utilizado para estabelecer um diagnóstico por conta própria.
Quando procurar um nefrologista?
O nefrologista é o médico especialista no diagnóstico e tratamento das doenças dos rins e do sistema urinário. Entre suas atribuições estão a prevenção e o acompanhamento de doenças renais, o tratamento da doença renal crônica, a avaliação da hipertensão relacionada aos rins e o acompanhamento de pacientes que necessitam de diálise ou transplante renal.
O acompanhamento especializado pode ser indicado especialmente para pessoas que apresentam fatores de risco ou alterações nos exames relacionados à função renal.
Mais do que esperar algum sintoma aparecer, manter acompanhamento médico é uma forma de conhecer melhor a própria saúde e identificar alterações o quanto antes.
E quando os rins precisam de ajuda para realizar suas funções?
O tratamento da doença renal crônica depende do estágio da doença, das causas, das condições clínicas e das necessidades de cada paciente.
Nos estágios iniciais, o tratamento pode envolver o controle dos fatores de risco e medidas para preservar a função renal pelo maior tempo possível. Conforme a doença evolui, pode ser necessário um acompanhamento especializado mais intenso e, em determinados casos, a utilização de uma terapia renal substitutiva.
Entre as principais modalidades de terapia renal substitutiva estão a hemodiálise, a diálise peritoneal e o transplante renal.
Hemodiálise
Na hemodiálise, o sangue passa por um equipamento que utiliza um dialisador, responsável por realizar a remoção de resíduos e excesso de líquidos, substituindo parte das funções que os rins comprometidos já não conseguem desempenhar adequadamente.
A frequência e a duração das sessões são definidas pela equipe responsável, de acordo com as necessidades de cada paciente.
Diálise peritoneal
Na diálise peritoneal, utiliza-se o peritônio, uma membrana presente no abdômen, como parte do processo de filtragem. Uma solução de diálise é introduzida na cavidade abdominal por meio de um cateter, permitindo a remoção de determinadas substâncias e do excesso de líquido.
A modalidade pode ser realizada no ambiente domiciliar, seguindo treinamento, orientação e acompanhamento da equipe de saúde.
Transplante renal
O transplante renal é uma das possibilidades de tratamento para pessoas com insuficiência renal irreversível, quando indicado pela equipe médica. Nesse procedimento, um rim saudável de um doador é transplantado para o paciente, podendo substituir a função dos rins comprometidos.
O acompanhamento do paciente transplantado continua sendo necessário mesmo após o procedimento, com cuidados médicos e uso de medicamentos conforme orientação da equipe responsável.
O cuidado não termina no tratamento
Conviver com uma doença renal crônica pode trazer mudanças importantes para a rotina. Alimentação, tratamento, aspectos emocionais, relações familiares e questões sociais podem fazer parte dessa jornada.
Por isso, o cuidado multidisciplinar é tão importante.
No Centro de Cuidados – Nefrologia Unimed, o paciente conta com profissionais de diferentes áreas trabalhando de forma integrada.
Médico nefrologista
São responsáveis pela avaliação diagnóstica e pelo acompanhamento terapêutico dos pacientes, definindo e acompanhando as condutas necessárias para cada caso.
Enfermagem
A equipe de enfermagem acompanha diretamente o paciente durante o tratamento, oferecendo cuidados especializados e humanizados.
Nutricionista
A alimentação pode precisar de adaptações de acordo com a condição clínica e o tratamento realizado. Os nutricionistas oferecem acompanhamento individualizado para orientar o paciente de acordo com suas necessidades.
Psicóloga
O tratamento de uma doença crônica pode exigir adaptações na rotina e também pode gerar impactos emocionais. A equipe de psicologia oferece suporte aos pacientes e seus familiares durante esse processo.
Assistente social
Também existem aspectos sociais e relacionados a direitos que podem fazer parte da jornada de quem convive com uma doença renal crônica. A equipe de serviço social auxilia os pacientes e seus familiares na busca por informações, benefícios previstos em legislação e iniciativas que contribuam para sua qualidade de vida.
Um cuidado pensado para diferentes necessidades
O Centro de Cuidados – Nefrologia Unimed foi criado para ampliar o serviço assistencial oferecido aos pacientes renais da Unimed Londrina.
O espaço conta com estrutura de ponta, equipamentos de alta tecnologia e dialisadores, além de ambulatórios médicos para acompanhamento com nefrologistas.
Entre os serviços oferecidos estão:
Hemodiálise;
Hemodiafiltração;
Diálise peritoneal;
Diálise em trânsito;
Acompanhamento de transplante renal.
O Centro está localizado na Av. Maringá, 1.415, oferecendo acesso aos clientes Unimed e horas de estacionamento gratuitas em dias de atendimento.
Para mais informações, entre em contato pelo telefone (43) 3375-5290.
Cuidar dos rins é cuidar do equilíbrio do organismo
A saúde renal está ligada a muito mais do que os rins. Ela envolve o equilíbrio de líquidos e substâncias no organismo, a pressão arterial, o metabolismo e diversos outros processos essenciais para o funcionamento do corpo.
Como a doença renal crônica pode evoluir silenciosamente, conhecer os fatores de risco, realizar os exames indicados e manter acompanhamento profissional são atitudes importantes.
E, para quem precisa de tratamento especializado, contar com uma equipe multidisciplinar pode tornar essa jornada mais acolhedora e completa.
Centro de Cuidados – Nefrologia Unimed
Cuidado especializado para a saúde dos rins e atenção para cada pessoa por trás do tratamento.
